EDIÇÃO DO MÊS ESTAÇÃO LAR


Ano 4
Edição 12
Fevereiro/Março/Abril
2007


Uma mostra inovadora e vitoriosa


Silvio Teitelbaum Sócio-diretor da CAST

A Estação Lar, mostra de arquitetura, decoração e construção civil, aliou qualidade e preço compatível, gerando negócios nas áreas citadas acima no período de 14 de junho a 12 de agosto na rua Campos Sales, 51, em Porto Alegre. O idealizador do projeto, Silvio Teitelbaum, da Consultores Associados Silvio Teitelbaum (CAST), ficou satisfeito com os resultados. “Foi um evento inovador para a cidade uma vez que conseguiu reunir arquitetos nos seus ambientes onde puderam trabalhar comercialmente, não apenas de uma forma visual, mas também materializada. O objetivo do projeto era mostrar uma grande feira de negócios, que se concretizou, por isso acreditamos que a Estação Lar já é vitoriosa”.

Outra questão apontada por ele é o feed-back dos arquitetos que comemoram uma série de negócios, dos visitantes que puderam conferir o preço de cada ambiente e os resultados dos patrocinadores.

O Diretor Administrativo da Reflexo, Fernando Hinterholz, conta que a participação da empresa no projeto Estação Lar, “com a ajuda da Engenheira Flávia Marsiaj, ela e a Reflexo vislumbraram o evento como uma grande oportunidade da empresa ser conhecida na Grande Porto Alegre, tanto pelos profissionais do setor, como também pelos clientes destes, os compradores de imóveis”.

Para ele, essas iniciativas ajudam o setor da construção civil, pois unem profissionais e empresas num mesmo ambiente em que estão expostas as melhores idéias, tecnologias, processos construtivos e as grandes tendências deste mercado. Ainda, segundo o diretor, desta forma se eleva a possibilidade de cada um se destacar num mercado tão competitivo como é este setor.

A mostra foi realizada onde agora será erguido o novo empreendimento do Escritório de Engenharia Joal Teitelbaum, o Príncipe de Greenfield, um edifício construído aos moldes de Green Building, ou seja, com desenvolvimento sustentável, o primeiro residencial dentro desses moldes no País. Dentro desse projeto, está inserido um inovador conceito, o loft, que tem como características espaços amplos, grandes janelas e todo decorado.

Silvio Teitelbaum comemora o fato de, já no primeiro ano da mostra, os resultados econômicos terem sido extremamente atrativos para os expositores, patrocinadores e apoiadores.

Conforto para integrar ambientes

A Anelise Cancelli Arquitetos Associados ficou responsável pela varanda e hall da Estação Lar. A arquiteta Bianca Russo contou que o objetivo foi aumentar gradativamente o nível de conforto e diferenciar os materiais do espaço aberto para o fechado.

Na varanda, bancos rústicos e piso. Na parte coberta, móveis com tecido, almofadas, tapete em cores terrosas. No setor interno (hall), as arquitetas trabalharam as paredes, todas revestidas, e compuseram tecidos lisos com estampados em cores neutras. Para integrar os dois ambientes, foram criadas laterais de vidro dos lados da lareira. Na parte externa, ela é pintada em tom quente e do lado de dentro foi revestida com espelho. A tecnologia não foi deixada de lado, a automação está presente nos dois ambientes.

 


Hall

Varanda

Um bom aproveitamento de espaço

O principal objetivo da arquiteta Clarice Mancuso foi dar um sentido real ao banho do casal, deixando-o charmoso, e útil. A idéia central foi o aproveitamento de espaço.

Mostrou-se que, mesmo em um ambiente reduzido, de 4,9 metros quadrados, pode-se ter uma banheira e duas cubas, para uso do casal. A grega de cerâmica utilizada possui várias cores, desta maneira, os acessórios podem ser trocados de tempo em tempo. A iluminação foi distribuída de forma a dar três opções de uso: a sanca contornando o ambiente, deixa um ar intimista; o lustre central garante a iluminação geral; e as luminárias do tipo Olho de Boi acentuam a iluminação em alguns pontos próximo da banheira e em cima do espelho, facilitando a maquiagem ou o barbear.

 

 

 

Muita tecnologia e conforto no home theater

A arquiteta Anne Bomm convida a assistir um filme, reunir a família, encontrar amigos ou até mesmo relaxar após um dia de trabalho na sua proposta de ambientação do home theater.

Há um resgate ao passado com a mistura de materiais de alta tecnologia e raridades, como o projetor, a decoração em si e os cartazes de clássicos do cinema antigo e até mesmo do cinema mudo. A transformação fica por conta do projeto luminotécnico, onde podem se criar cenas: leitura, trabalho, assistir a um filme no telão ou simplesmente receber um convidado. Dessa forma, também foi desenvolvido um projeto de automação em que estes cenários podem ser programados por meio de um controle remoto. Seguindo o objetivo de resgate do antigo, manteve-se o parquet original da casa somente lixando-o, o que também traz uma melhor cobertura ao piso, sendo acusticamente favorável.

Simplicidade e sofisticação juntas


A arquiteta Cristina Degani trouxe para o living da Estação Lar o conceito de bom, bonito e barato, pois acredita que atualmente as pessoas querem um trabalho que tenha efeito, mas não com um alto custo.

Ela mesclou produtos. Marcenaria em laminado, tecidos mais simples com mais caros, a simplicidade com a sofisticação (cristal scheco, cristal nacional, espelho, vidro) isso tudo em cima da fibra que veio nos móveis para desmistificar a idéia do uso deste material só nas casas de praia ou serra. Na lareira usou mármore Travertino brasileiro e na base mámore Verona. “O grande ‘lance’ dessa mostra é as pessoas verem o trabalho e não saírem daqui frustradas com os valores”, destaca.

 

 

 

Amplitude e iluminação para o loft

Para conseguirem uma ambientação aconchegante e modernamente sofisticada os arquitetos Marcelo Polido e Ana Hnszel, dividiram o loft da Estação Lar, em ambientes bem definidos embora bastante integrados.

Amplitude e iluminação são marcantes no projeto. O hall de entrada tem o pé direito mais baixo e deixa o living um pouco mais ortogonal. A cozinha se integra ao jantar e living, ampliando o ambiente como um todo. A varanda se mescla ao espaço interno através do paisagismo, trazendo a vegetação para dentro do apartamento, sem ocupar espaço. Quanto aos materiais, eles procuraram deixá-los atemporais, e mesclaram antiguidades com peças de design contemporâneo, podendo mudar de estilo para cada morador, ou a cada temporada. O loft apresentado na Estação Lar é o modelo do Príncipe de Greenfield.

 

Beleza em materiais alternativos

As cores escolhidas para compor o banho social foram o branco, utilizado no piso, e azulejo, marrom nos móveis (lâmina im-buia quartier) e como predominante os tons de verde. As arquitetas Cristina Vivan e Thaís Velho usaram materiais alternativos e baratos como bolas de gude no piso e miçangas na cortina do box (confeccionada por elas) de maneira harmoniosa.

O requintado ficou por conta das pastilhas de vidro da marca Vidrotil, tanto na forma de miscelânea nos móveis, quanto na faixa decorativa da parede. Um grande espelho ajuda a dar a sensação de amplitude ao ambiente.

 

 

Praticidade e integração na copa e cozinha

A arquiteta Rita Ponte, junto com sua equipe da Criare, é a responsável pela ambientação da copa e cozinha para a mostra. A proposta na cozinha foi trabalhar com tons amadeirados tanto nos móveis quanto no piso, o que remete ao aconchego.

As linhas de projeto são horizontais, acompanhando piso e forro de gesso.

O espelho reflete os dois lados do ambiente proporcionando maior integração. Na despensa, o objetivo foi trabalhar com o máximo de aproveitamento do espaço utilizando dois níveis de prateleiras. Uma corre na frente da outra, assim foi possível racionalizar e facilitar o acesso aos mantimentos e utensílios. O papel de parede tipo“jornal” remete ao empacotamento de frutas e verduras utilizado antigamente nas feiras de rua. As obras de arte foram selecionadas pela flexibilidade permitindo a composição num espaço mais limitado em função de ter que ser mais utilitário.

Contemporâneo mesclado com clássico

Sofisticação, praticidade e funcionalidade fazem parte do conceito da sala de jantar criada pela arquiteta Virginia Bernardi, que seguiu um design contemporâneo com toques de clássico. Diz que apostou em materiais, cores e iluminação para deixar o ambiente atraente. Alguns dos elementos usados foram a laca preta nos móveis, aparadores em madeira de demolição, uma escrivaninha antiga indiana e um espelho que amplia a sala quadrada e reflete a vegetação externa.

Neste ambiente, utilizou-se rebaixamento do teto em gesso, possibilitando a utilização de luminárias embutidas para o projeto de iluminação feito especialmente para destacar os objetos de arte, quadro e vegetação.

 

 

Amplitude com personalidade

Buscar maior amplitude espacial no dormitório de casal foi o objetivo dos arquitetos Cíntia Aguiar e Francisco Humberto Franck. Para isso, utilizaram grandes painéis com espelhos facetados nas laterais da cama com luminárias pendentes de cristal, como luz de cabeceira. Dessa forma, o tradicional abajur foi dispensável nos criados mudos. A colocação da cama embaixo da janela evidenciou a paisagem externa que serviu de cabeceira para a cama. Em contraponto, usaram painéis de madeira venguê emoldurando a TV de plasma a qual está fixada na parede revestida de papel de parede. Quanto às cores, basicamente marrom escuro e branco no mobiliário, guarnições e rodapés.

Para aquecer, o uso de telas e tapetes persas em tons de vermelho, verde e acobreado. Já as paredes receberam um tom de “café com leite”. O destaque do closet ficou por conta da criação de um móvel propício às bijuterias, facilitando, assim, a organização e a visualização destas.

Versatilidade sem esquecer do aconchego

A ambientação da sala de jogos e a charutaria é resultado do trabalho da arquiteta Daniele Cardoso.

Com o espaço limitado para uma área de jogos, a arquiteta achou a solução transformando a clássica sala de jogos da seguinte forma: os tradicionais jogos infantis e os modernos eletrônicos. Para completar o ambiente, um pequeno copa/bar. Versátil, o espaço foi trabalhado com pufes que se deslocam conforme a necessidade, mesa para jogos, um lugar para lanches rápidos e um armário onde tudo tem o seu lugar. A charutaria foi projetada pensando em praticidade, sem deixar a economia de lado.

Suas paredes foram revestidas com tecido (camurça) lavável e aspirável. A parede revestida de madeira existente no ambiente foi mantida, assim como o piso de parquet, o qual foi apenas escurecido. Foram utilizados mobiliários de diferentesépocas e estilos, sem perder a característica clássica do ambiente. Pouca luz e um toque de aconchego para terminar.

Caminhos do meio

O arquiteto e urbanista, Edison Vasconcellos, não derrubou nenhuma árvore ou arbusto para a construção do paisagismo da Estação Lar. Ele desenhou caminhos sinuosos que permitiram recantos nos jardins que serviram para estar, sentir e contemplar a natureza.

Dormentes de madeira foram utilizadas para enquadrar as paisagens e a fonte, além de reforçar o eixo que
conduz ao quiosque. Tudo apresentar um “jardim subtropical temperado”.

 

 

Um bar diferente

Sensualidade, erotismo com os antigos cabarés, danceterias, champanharias e a imersão entre o universo masculino e feminino estão presentes no trabalho de ambientação do bar da arquiteta Paula Posser. Partindo de formas arredondadas e iluminadoras, o ambiente Bar Sensual nasceu de um elemento simples, uma concha arredondada em madeira yellowpine. Para iluminar, a arquiteta criou rasgos na madeira com lâmpada fluorescentes, com sicis mosaico artístico de vidro com tons rosados madrepérola, que provocam transparência, profundidade, luminosidade e brilho. O piso foi assentado com mosaico português branco, buscando uma sensação de frescor e movimento com argamassa branca. A cor no rosa masculino contrasta com o tecido que foi revestida uma das paredes, com desenhos geométricos. O mobiliário foi todo pensado para dar praticidade e poder adequar um mini-bar com todos os acessórios necessários para saborear com amigas, namorado, marido.

Pesquisa e um toque feminino para o dormitório da menina

Independência e vaidade foram os elementos identificados pelas arquitetas Fabiana Bastos e Patrícia Cella Meirelles como parte integrante do dormitório da menina. Elas conversaram com quatro meninas colegas de escola, entre dez e onze anos, para criarem o ambiente. Assim, com as informações fornecidas e um espaço de 20 metros quadrados, elas alocaram um mini-closet em um dos cantos do ambiente, escolheram as cores e acessórios utilizados, baseados nas últimas tendências da Feira de Milão. Para dar o toque feminino, optaram pelo vidro colorido e materiais de decoração, tais como o tafetá para a colcha, e cristais nas cortinas.

 

 

 

Ousadia com equilíbrio

Adriana Klein e a arquiteta Ana Paula Teitelbaum, ficaram responsáveis pelo dormitório do menino. Trabalharam na criação de um quarto para um menino de cerca de 9 anos, depois pensaram no tema. Elas fugiram do futebol e chegaram ao pólo. A cor do esporte já é determinada, dessa forma, usaram o verde do pólo, muito vermelho, bordô, marinho e xadrez. Um pouco do branco para ampliar. O cuidado com o local dos tacos de pólo (não podem estar em contato com o chão porque envergam, de preferência devem ficar pendurados) ficou harmonioso. “Você não pode ter medo de ousar, mas sem perder o equilíbrio”, conclui Ana Paula.

 

 

O bruto e o rústico na decoração

Era preciso dividir dois ambientes sem perder a fluidez com a área externa. O arquiteto André Hessel e a colaboradora Kelly Orita usaram um biombo vazado que permite uma barreira física, mas não visual para ajudar na ambientação da área externa.

Junto com o material bruto que é o ferro, a utilização de materiais rústicos. Os profissionais lembram que não há uma quebra brusca de dentro da casa para a rua, mas sim, gradativa. Os arquitetos também são responsáveis pelo trabalho feito nos sanitários públicos masculino e feminino que seguiram a mesma linha de cores e conceito.

 

Um espaço para a menina e o menino

O objetivo das arquitetas Helena Luce Moreira, Joana Feijó, Priscila Toigo foi fazer algo que agradasse a menina e o menino, sem usar de maneira excessiva e marcante tecidos, cores e objetos masculinos ou femininos. O banho dos filhos foi dividido naárea dela e dele com os mesmos objetos para não beneficiar nenhum dos dois. Cuba, armário, tulha para ambos. Em comum, eles têm o box (chuveiro) e o sanitário, que foi deixado na parte do fundo do banheiro. Buscando privacidade, colocaram adesivos nas portas de vidro, para quando eles usarem o local ao mesmo tempo. Sobre os tecidos, cores neutras foram escolhidas.

 

Cores vibrantes para despertar a emoção

O espaço desenvolvido pelas arquitetas Patrícia Homem, Ana Medeiros, Clarissa de Bem e foi a Circulação - Galeria de Arte. Sem espaço para móveis, as paredes se tornaram o grande atrativo do ambiente. O visitante não passa imune pelo local, as cores fortes provocam a emoção e a curiosidade. As paredes foram revestidas com cores vibrantes ora com tecidos, ora com reboco pintado. Para a iluminação da escada foram utilizadas luminárias de jardim de plástico, e na circulação spots fixados em eletrocalhas dispensando o forro de gesso. Os adesivos colados diretamente nas paredes ajudaram no clima de descontração.

 

Destaque à estrutura original

O restaurante da Estação Lar surgiu com algumas peculiaridades e limitações físicas que tornaram-se fatores determinantes na concepção do projeto.

Originalmente garagem e porão da casa, o arquiteto Marcelo Canarim integrou os ambientes de forma a compor o espaço com capacidade para 60 lugares. A maioria das paredes de alicerces foi conservada em seu estado original, o que confere uma atmosfera rústica e ao mesmo tempo aconchegante ao espaço.

 

 

 

Conforto para degustar um bom vinho

A adega é resultado do trabalho da arquiteta Gisele Trindade e foi concebida para ser um espaço que armazenasse adequadamente os vinhos e, ao mesmo tempo, ser confortável e acolhedor. A idéia principal é que o apreciador de vinhos tenha em casa um espaço próprio para degustação da bebida e, ao mesmo tempo, possa relaxar. Nas paredes livres, papel imitando madeira em tom vinho. No piso, laminado importado. Na iluminação, um lustre em aço com cristais e lâmpadas bipinos, as RGB ficaram na adega, pois não prejudicam a temperatura dos vinhos já que não esquentam. Duas adegas com capacidade para 16 vinhos cada uma, também foram instaladas, sendo que são separadas por temperatura para espumante e vinho branco e para o tinto.

 

 

Leveza para o ambiente da churrasqueira

Criatividade foi usada para produzir o espaço da churrasqueira. A proposta de misturar o rústico com o contemporâneo veio dos arquitetos Fernanda Paim e José Antônio Coelho Peniza. O ambiente teve uma parede feita com plaqueta de demolição com junta seca para buscar leveza já que o espaço não era grande. A composição da churrasqueira em vidro trouxe a mesma proposta. Lançamento, o piso imita o mármore e proporciona a idéia de envelhecido que se acentua com o uso. Foi criado um jardim de inverno para amenizar o ambiente sem aberturas. A decoração nasceu de uma pintura de um sabiá. Veio o convite para a artista plástica Clarissa Motta pintar em uma das paredes a sombra de um bambu mossô e junto o uso do verde nos móveis em composição com madeira de demolição.